Itacoatiara e a vocação portuária

Foto: Floriano Ferreira/Amazonas Autêntico
Desde os meados do século XVIII, quando o primeiro núcleo populacional foi transferido do Rio Madeira para a margem esquerda do Rio Amazonas, primeiramente com o nome de Vila de Serpa e depois Itacoatiara, nossa posição geográfica é privilegiada por vários motivos: estamos localizados abaixo, a poucos quilômetros da foz do Rio Madeira e dos rios Solimões e Negro.


Além disso, o calado do Rio Amazonas, em frente a Itacoatiara, tem a profundidade média de 70 metros e aproximadamente 2 km de largura de uma margem a outra. Isso torna possível a navegação durante o ano inteiro, inclusive nos períodos de estiagem intensa, o que não ocorre com o Rio Madeira e o trecho do Amazonas até a capital Manaus.


Foto: Divulgação

Foto: Floriano Ferreira/Amazonas Autêntico
Em 2024, durante a forte estiagem, os portos Chibatão e Super Terminais tiveram que operar com píeres flutuantes próximos a Itacoatiara, a fim de realizar operações de transbordo das cargas dos navios para grandes balsas, justamente porque os mesmos não podiam ir com a carga máxima até Manaus.


Em 2025, isso não foi necessário; entretanto, agora em 2026, desde meados do mês de setembro, o Grupo Chibatão já está com seu píer flutuante, instalado em um ponto estratégico a cerca de 2 km abaixo de Itacoatiara.



No dia 29 de setembro, o Grupo Atem também começou a temporada de operações de transferências de combustíveis entre navios e balsas no Rio Amazonas, em Itacoatiara, através da Navemazônia, que é a empresa de logística fluvial do grupo.


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O Grupo Super Terminais também deverá começar suas operações agora em outubro.


De acordo com o senhor Daniel Mulati, gerente da Unidade de Itacoatiara, do Grupo Super Terminais, a Marinha do Brasil ainda não emitiu o alerta, porque, por enquanto, os navios ainda podem passar com carga máxima, sobretudo na região do Tabocal, que é o ponto mais crítico durante a estiagem.


Foto: Floriano Ferreira/Amazonas Autêntico

As empresas estão se antecipando nas suas operações porque acreditam, baseadas no ritmo que as águas estão baixando, que agora, na segunda semana de outubro, os navios não poderão mais navegar com suas cargas máximas até Manaus. 


Será que finalmente Itacoatiara será olhada como já deveria ter sido há muito tempo? Os empresários estão vendo isso, cabe aos nossos governantes, principalmente estaduais e federais fazerem a sua parte. Qual a sua opinião sobre o assunto? 

Floriano Ferreira


Nasceu no Paraná do Ramos, Vila Silva, município de Urucurituba. Mora há 58 anos em Itacoatiara – AM, onde, em 2022, recebeu o título de Cidadão Itacoatiarense, outorgado pela Câmara Municipal de Itacoatiara. 

É formado em Ciência Política e pós-graduado em Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas. Em 2010, começou sua profissão de escritor regionalista, com o lançamento da primeira edição do Dicionário Caboquês. 

Desde o dia 13 de fevereiro de 2020, faz parte da Academia Itacoatiarense de Letras – AIL. Ocupa a cadeira 22, cujo patrono é Moysés Benarrós Israel. Atualmente é vice-presidente da instituição. 

Tem mais 4 livros publicados, sendo o Dicionário Caboquês a sua obra de maior destaque, que já está na sua 3.ª edição. 

Floriano Ferreira também é autor dos livros ‘Itacoatiara: seus mitos, lendas e personalidades’ e ‘Itacoatiara: Histórias de quem fez e faz história’ e o mais novo lançado: 'DANIEL MACEDO LIMA - A jornada de um vencedor'.