URGENTE

Corrida eleitoral: candidatos, cabos e bandeiras

Foto: Floriano Ferreira/Amazonas Autêntico
Nas corridas de automobilismo e motociclismo, a bandeirada é dada na chegada, como forma de saudar e anunciar os vencedores.  Já na corrida eleitoral, as bandeiradas são dadas na largada das campanhas. Os candidatos colocam seus blocos na rua; são os cabos eleitorais que, em uma de suas tantas atividades para atrair o eleitor, colocam, literalmente, as mãos no cabo da bandeira e fazem-nas tremular nas ruas e avenidas de maior circulação. 

Não sei ao certo desde quando e por que surgiu a expressão “cabo eleitoral”; será que é porque eles buscam amarrar os eleitores? Ou seria porque eles querem prendê-los? Vou com a segunda opção, levado pelas lembranças de um político amigo meu, que já está aposentado; ele classificava seus apoiadores pela capacidade de influenciar os eleitores. Alguns ele chamava de cabos, outros de sargentos, tenentes... Assim ia subindo a hierarquia até o mais alto escalão. 

O certo é que, em tempos de campanha, muitas pessoas vão à procura de trabalho como cabos eleitorais, na maioria das vezes, não por convicções partidárias, mas por necessidade, a fim de faturar uma grana que não é extra, mas a única com a qual contam nesse período. 

Cabe aos candidatos e candidatas tratarem com dignidade seus cabos, sargentos, tenentes ou generais eleitorais, fornecendo água, lanche, protetor solar, pagando seus parcos rendimentos em dia, pois assim, eles e elas sairão mais felizes e convictos para convencer o eleitorado a lhes dar a chance de ser saudado na bandeirada de chegada.

Floriano Ferreira


Nasceu no Paraná do Ramos, Vila Silva, município de Urucurituba. Mora há 58 anos em Itacoatiara – AM, onde, em 2022, recebeu o título de Cidadão Itacoatiarense, outorgado pela Câmara Municipal de Itacoatiara. 

É formado em Ciência Política e pós-graduado em Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas. 

Em 2010, começou sua profissão de escritor regionalista, com o lançamento da primeira edição do Dicionário Caboquês. 

Desde o dia 13 de fevereiro de 2020, faz parte da Academia Itacoatiarense de Letras – AIL. Ocupa a cadeira 22, cujo patrono é Moysés Benarrós Israel. Atualmente é vice-presidente da instituição. 

Tem mais 4 livros publicados, sendo o Dicionário Caboquês a sua obra de maior destaque, que já está na sua 3.ª edição. Floriano Ferreira também é autor dos livros ‘Itacoatiara: seus mitos, lendas e personalidades’ e ‘Itacoatiara: Histórias de quem fez e faz história’. Além do livro que está prestes a ser lançado: 'DANIEL MACEDO LIMA - A jornada de um vencedor'.